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Travelling through Kanto

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Travelling through Kanto

Mensagem por Etical Gamer em Dom Mar 19, 2017 2:56 am


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SINOPSE
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Sempre que alguma criança completa 10 anos, os laboratórios pokémon de cada região enviam uma carta para sua casa a convidar a entrar no mundo pokémon através de uma viagem e com um primeiro companheiro que podia ser adquirido no laboratório da respectiva região. Depois de um grupo de japoneses decidir contar a história de Ash Ketchum e o seu Pikachu, eu venho contar-vos a história de vários jovens que decidiram começar a sua aventura pelo mundo pokémon. São estes jovens Sora e Tyson, que já se encontram no laboratório do prof. Oak, na região de Kanto e na aldeia de Pallet escutando os conselhos de Ash Ketchum e Gary Oak, os únicos treinadores que até então tinham partido de Pallet e finalizado a sua viagem sem desistirem.


Última edição por Etical Gamer em Ter Mar 21, 2017 3:24 pm, editado 2 vez(es)


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Re: Travelling through Kanto

Mensagem por Etical Gamer em Dom Mar 19, 2017 2:58 am

Tocava o alarme no laboratório do professor Oak, eram dez da manhã, a hora que ele tinha combinado com os jovens que completavam dez anos e queriam começar uma jornada inicial. A partir dessa hora, poderiam então adquirir o seu inicial e iniciar a sua jornada.
Juntamente ao alarme, um bater na porta já se ouvia. Alguém era extremamente pontual, mas nada podia acabar com a boa disposição do professor Oak, que se aproximou da porta e preparou a sua simpatia para receber quem o incomodava. Abriu a porta lentamente, podendo ver-se a silhueta de um rapaz. Devia ser um dos jovens com os quais o professor tinha combinado, era alto para a idade, elegante, cabelo de um tom verde escuro, assim como os seus olhos. Pele moreno, nariz e boca pequenos. Trazia um gorro vermelho na cabeça, que condizia com o seu casaco vermelho quase na totalidade e branco no resto. As suas calças eram de um cinza escuro, que condiziam com os seus tênis.
- Bom dia, deves ser o Tyson. – disse o professor Oak, cumprimentando o jovem.
- Bom dia, professor. Sou sim, estou aqui para adquirir o meu primeiro pokémon. – explicou o jovem, mesmo que isso fosse óbvio para o professor.
- Anda, entra. A isso é que eu chamo pontualidade. – comentou o professor, de forma irónica, esperando que o jovem percebesse o comentário.
- Sim, não dormi a noite toda à espera desse momento. Quero começar a minha aventura rapidamente. – revelou Tyson, tentando apressar as coisas e evitar os típicos sermões do professor.
- Acho que essa ansiedade é normal no vosso caso, mas sim, vamos lá escolher o teu inicial. – disse o professor Oak, colocando a mão nas costas do garoto e guiando para a sala onde estavam os iniciais. Demoraram apenas uns segundos a chegar à sala onde estava a mesa com os três pokémons: Bulbasaur, o pokémon semente, do tipo grama, Charmander, o pokémon lagarto, do tipo fogo e, por fim, Squirte, o pokémom tartaruga pequena, do tipo água. Essas eram as três opções do jovem, que com um ou dois olhares mostrou-se decidido e declarou a sua escolha.
- Já escolhi, quero o Bulbasaur. – disse Tyson, virando-se para o professor enquanto falava e depois voltando a virar-se para o pokémon escolhido, aproximando-se e pegando-o no colo. – É um prazer, Bulbasaur. Espero que possamos ser grandes amigos. – disse Tyson, revelando alguma emoção.
- É uma boa escolha, jovem. Aqui está a tua pokédex e cinco pokébolas para poderes iniciar as tuas capturas. – disse o professor, entregando então os itens para o jovem.
Tyson agarrou a pokédex, guardando-a no bolso e colocando as suas pokébolas na cinta, juntas com a do pequeno Bulbasaur que já se encontrava dentro da esfera. Após isso, saiu disparado do laboratório, sem sequer se despedir ou agradecer ao professor. O jovem estava mesmo com pressa, o professor só teve tempo de vê-lo a descer a escadaria e chocar com uma jovem garota, fazendo com que a mesma caísse. Mesmo assim, o garoto não parou, gritou um desculpa, mas isso não era suficiente para a forma como agiu.
- Peço desculpa pelo Tyson, tu deves ser a Sora, estou certo? – comentou o professor, aproximando-se da garota e ajudando-a a levantar.
- Quem é aquele idiota? Aquilo não se faz. – disse Sora, falando sozinha e acabando por suspirar depois de se levantar. – Bom dia, professor. Sim, eu sou a Sora. – cumprimentou e apresentou-se a jovem rapariga, de cabelo pelos ombros, loiros, olhos da mesma cor. Pele morena, nariz e boca pequenos. Trazia uma mochila à tira-colo, de médio porte, e um vestido que lhe dava pelos joelhos, rosa, com umas meias pretas, também até aos joelhas e uns sapatos rosa.
- Está pronta para escolher o seu inicial? – perguntou o investigador, tentando relaxar a garota.
- Sim, estou. Vamos subir? – perguntou a garota, que se colocou junto do professor Oak, que começou a subir a escadaria até ao laboratório. Trocaram algumas palavras pelo caminho, nada de importante, até que chegaram à sala com os iniciais restantes, Charmander e Squirtle.
- O garoto estressado levou o outro, não foi? – perguntou Sora, apenas curiosa sobre a escolha de um possível rival.
- Sim, mas continuas a ter aqui duas ótimas escolhas, qualquer um deles serão ótimos companheiros. – comentou de forma a reconfortar a jovem e a deixá-la tranquilo sobre as suas escolhas. A jovem parecia indecida, trocou vários olhares entre o lagarto e a tartaruga, estava realmente relutante sobre as suas escolhas. Por alguns minutos, ela manteve-se lá, a olhar para os dois pokémons, até que, ainda indecisa, tomou a sua decisão.
- Quero o Squirte. – falou ainda de forma relutante, mas parecia decidida.
- Muito bem, sem dúvida uma boa escolha. – expressou-se o professor, tentando relaxar a garota. Aqui está a pokébola do Squirte, a sua pokédex e as cinco pokébolas.
- Obrigada professor, eu vou dando notícias. – disse, afastando-se em direção à porta do laboratório, descendo calmamente a escadaria.
- Boa sorte, Sora. – disse o professor, acenando para a menina, enquanto ela devolvia o aceno.
Quando já tinha passado o portão, a garota parou e ficou a olhar para a pokébola do seu novo amigo. Parecia pensativa, mas os seus olhos brilhavam enquanto olhava para a esfera bicolor. Parecia emocionada com a situação, talvez por estar a viver o que sempre sonhou e, finalmente, estava a começar.
- Finalmente, vai começar. – comentou para ela mesma, mas, após isso, lançou a pokébola, de forma a liberter a sua pequena tartaruga azulada. – Muito prazer, Squirtle, sou a Sora. Parece que vamos ser companheiros por algum tempo, então vamos nos dar bem e nos divertir. – disse a garota de rosto bonito, ouvindo vários Squirtles como resposta. Começaram então a caminhar, enquanto trocavam algumas palavras, em direção aos arredores da cidade de Pallet, procurando por pokémons.
Caminharam por algum tempo, alguns minutos, não chegando à meia hora, foi o tempo suficiente para já entrarem na floresta que rodeava a aldeia de Pallet, também conhecido como rota 1. É uma floresta sem grandes obstáculos, sendo o caminho muito sinuoso e com algumas saliências que não são possíveis subir, obrigando o viajante a procurar outro caminho. As grandes árvores desta floresta eram conhecidas por albergar muitos pokémons do tipo insecto e voador, portanto podia ser o dia de sorte de Sora, que ainda caminhava à procura. Era possível ouvir o barulho de vários pokémons na floresta, mas impossível de seguir o som, devido a propagar-se de todos os lados, então a garota limitava-se a caminhar com esperança de ter alguma sorte e encontrar algum pokémon. Enquanto procurava o caminho para se desviar de uma saliência, encontrou, nas ramagens de uma árvore, uma pequena ave que parecia procurar alguns pequenos ramos para fazer o seu ninho.
- Aquilo é um pokémon? – questionou-se logo a garota, retirando a sua pokédex do seu bolso e apontando-a directamente à pequena ave que reparou logo na presença da menina. Ficou parada a olhar para ver o que Sora iria fazer, parecia estar pronta para agir a qualquer momento, deixando cair o pequeno ramo que tinha na boca.
O apetrecho avermelhado com outras cores em pequenos detalhes informou a jovem treinadora sobre o pokémon localizada ali na sua frente, era um Pidgey, um pokémon do tipo normal e voador, excelente para treinadores iniciantes.
- Muito bem, vou apanhá-la. – disse Sora, confiante das suas capacidades e revelando outras informações que a pokédex lhe deu, como o sexo da criatura. – Squirtle, está pronto para combater? – perguntou à sua tartaruga, que já assumia uma posição à frente da sua treinadora e respondendo com a única forma que tinha para comunicar
- Muito bem, então. Vamos começar com Water Gun. – comandou a jovem, esperando que o seu pokémon acatasse as suas ordens e as tivesse dado de forma correcta. Squirtle encheu o seu peito, ficando com todo o seu corpo mais inchado, e disparou um jato de água por alguns segundos na direção da ave, que levantou voo, desviando-se facilmente do golpe. Logo após, baixou o seu voo, e bateu as suas asas contra o chão, lançando alguma areia para cima da tartaruga, fazendo com que ela não conseguisse ver o que estava à sua volta da mesma forma, era o Sand-Attack.
- Porra. Vamos tentar de novo, Squirtle, Water Gun. – ordenou novamente Sora,  que esperava ver o seu ataque acertar desta vez. Pidgey não parecia muito satisfeito desta vez, tendo atacado primeiro e não ficado à espera. Levantou voo e ganhou algum lanço, embatendo Squirtle com uma investida que não parecer causar grandes danos na carapaça de Squirtle. A proximidade em que ficar foi algo do qual Squirtle tirou vantagem, voltando a atacar com a sua arma de água, e, desta vez, atingindo Pidgey e deixando-o com algumas penas molhadas. Isso podia ser prejudicial para o seu voo, contanto a ave foi esperta e agitou-se, fazendo com que muita das penas ficassem menos ensopadas.
- Acertou desta vez. Estamos a ir bem. Tente acertá-lo com investida, desta vez. Se conseguir, procure atingi-lo com Water Gun logo de seguida. – deu as ordens a recém treinadora. Squirtle correu em direção a Pidgey, que acabou por levantar bem antes da tartaruga poder acertar. Golpes físicos pareciam não resultar. A ave aproveitou então para contra-atacar, movendo-se rapidamente em direção a Squirtle, que estava bem na frente da árvore de onde a ave tinha sido encontrado. A tartaruga, parecia ter um plano, mas precisava que deixasse a ave chegar bem perto. A cada milésima, ela estava mais perto e, uns centímetros antes de Squirtle poder sofrer o ataque, se desviou para o lado direito, rolando, fazendo com que Pidgey fosse contra a árvore. O Quick Attack da árvore tinha sido um sucesso, se considerássemos que o alvo era a árvore. Após isso, Squirtle deu um pequeno salto e voltou a atacar o pássaro com Water Gun, acertando a face do mesmo. O choque com a árvore parecia ter deixado Pidgey muito ferida, então era a oportunidade de Sora acabar com o combate e oficializar a sua captura.
- Squirtle, parece que está quase a terminar, volte a atacar com o Water Gun. – antes sequer a tartatuga tivesse tempo de corresponder às ordens dadas, viu, mais uma vez, a sua adversária se movimentando velozmente tentando acertá-lo e, desta vez, ele não teve escapatória, sendo atingido bem no seu centro de massa pela pequena criatura que parecia glorificar-se por ter conseguido atingir o pokémon aquático. Contudo, aquilo não podia ficar assim, Squirtle cumpriu mais umas vezes as ordens da sua treinadora e usou mais uma vez a sua arma de água que embateu sem dificuldades na pokémon voadora, fazendo com que ela se desequilibrasse do seu voo raso e caísse inconsciente no chão.
- Excelente trabalho, Squirte. Agora é a hora. Vai pokébola! – disse, lançando a pokébola na direção da ave, que, logo após embater, a absorveu para dentro da sua superfície esférica e ficou a executar alguns movimentos oscilatórios no chão, enquanto piscava uma luz avermelhada no centro. Após alguns segundos, os movimentos pararam e a luz vermelha parou de piscar, a captura tinha sido um sucesso.
- Já está?! Capturei o Pidgey?! – interrogou-se Sora, de forma ignorante e inocente. Enquanto corria para a pokébola e mantinha os seus olhos focados nela. Estava realmente contente por ter capturado o seu primeiro pokémon, no caso um pokémon que lhe podia vir a ser muito útil. – Squirtle, consegui. Obrigada, amigo. Eu capturei o meu primeiro pokémon! – disse, a cada frase elevando mais o seu tom de voz, parecia que queria que todos na floresta soubessem do que tinha acontecido. A emoção de Sora não podia ser descrita na totalidade, pois estava a sentir-se tão realisada e orgulhosa por estar a cumprir o seu sonho que palavras não podiam justificar isso. Mas ela não podia ficar parada a festejar, tinha que prosseguir e chegar na cidade seguinte o mais cedo quanto possível, podia passar a noite por lá e deixar os seus pokémons aos cuidados do centro pokémon que havia por lá.
- Bem, Squirtle, acho que deves descansar um bocadinho. Nós vamos voltar a divertir-nos não tarda. – falou, retornando o seu pokémon para a respectiva pokébola e guardando-a junto da Pidgey recém-capturada. – Bom, por onde é o caminho agora? – interrogava-se, enquanto procurava o itinerário principal, rumo à cidade de Viridian e não querendo evitar obstáculos que a pudessem melhorar como pessoa e treinadora na sua jornada. Então assim foi, caminhando floresta adentro, tentando achar o caminho que pretendia.


Última edição por Etical Gamer em Ter Mar 21, 2017 3:25 pm, editado 2 vez(es)


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Re: Travelling through Kanto

Mensagem por L Mars em Dom Mar 19, 2017 9:08 am

Boa fanfic e um bom começo. Para alem disso tem um bom tamanho, nao sendo longa demais para uma pessoa se enjoar a ler.
Tenho pena de nao ter terminado ou com o 1º treinador a fechar o capítulo (visto que foi ele que o inicio) ou com o treinador que esta em falta a fazer uma rapida aparição, apenas para deixar um suspense no ar.

Quanto a "erros" e dicas, apenas te recomendo a sempre que mudares de "cena" (passar de um local interior para exterior, mudança de personagem, mudança de dia) deixes um espaço entre os parágrafos. Serve para o leitor fazer uma pequena pausa e poder perceber automaticamente a mudança de cena.
Ja agora corrige o nome dos treinadores da sinopse que dos tres nomes so a Sora esta correto

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Re: Travelling through Kanto

Mensagem por Sorano em Dom Mar 19, 2017 7:01 pm

Concordo com tudo o que o Mars disse, então não vou repetir. Citarei então o que senti enquanto lia: durante o momento da narração em que você descrevia os personagens (pra ser mais específica, a Sora) eu realmente fui capaz de imagina-la e torna-la real dentro da cena que estava sendo projetada ali. Porém, senti falta disso no decorrer da história, não dizendo que a história está corrida, mas por vezes que senti falta de uma descrição do cenário que tudo estava ocorrendo.

Enfim, isso foi o único ponto que tenho para fazer uma crítica, fora isso adorei o episódio. Apesar de estar bem comum como o primeiro contato com o pokémon e a captura, creio que isso preservou a ideia do que é Pokémon. Mais uma coisa: adorei o nome da personagem feminina, parece com o nome de uma pessoa maravilhosa que eu tive a honra de conhecer  chegay
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Re: Travelling through Kanto

Mensagem por Etical Gamer em Seg Mar 20, 2017 3:04 am

A jornada de Sora continuava após a captura de Pidgey com a ajuda de Squirtle. Não precisou de muito tempo até conseguir o seu primeiro pokémon e devia orgulhar-se disso. Continuou a caminhar pela rota, rumando a Viridian, mas ainda à procura de pokémons que a pudessem ajudar no começo da jornada.

Seguia sozinha, com os seus dois companheiros nas respectivas pokébolas, a descansar depois da batalha que tiveram. Entrentanto, enquanto caminhava no meio das altas árvores por um caminho estreito, foi interrompida por um pokémon agitado. Era azulado, com algo que parecia ser grama na cabeça. Parecia estar assustado com algo e a precisar de ajuda, mas Sora não parecia perceber muito bem o que ele queria.

- Quem és tu, pequenino? – questionou-se, apontando a pokédex para a criatura. – Uma Oddish, interessante. Então, pareces assustada, o que se passa? – perguntou, mas a pokémon gramínea estava tão assustada que não se conseguia explicar, estava sempre a saltitar, nervosa. Sora ficou sem saber exactamente o que fazer. – Não te percebo, mostra-me o que se passa. – pediu Sora, sendo que assim seria mais fácil para ele entender. A pequena Oddish correu então para dentro das árvores altas, esperando que a garota a seguisse. Assim foi. Correram por cerca de um minuto, até que chegaram ao local desejado pela pequena Oddish.

Era uma clareira com um pequeno lago no meio, mas aquilo estava uma confusão. Era possível ver um pequeno grupo de Oddish agitados, pois estavam a ser atacados por um grupo de três aves que não pareciam ser muito agradáveis. Apresentavam penas avermelhadas nas asas, pelugem acastanhada na cabeça e um corpo negro. Sora apontou a pokédex para eles rapidamente para tentar perceber que tipo de pokémon era aquele.

- Spearow. Um pokémon nada agradável de conhecer de facto. – disse, enquanto ouvia a pokédex, eles pareciam querer aquele território, local que os Oddish adoravam devido à harmonia que seria possível sentir-se ali. – Então é isto, Oddish. – conclui Sora, enquanto se apercebeu que uma das aves ia atacar a pequena Oddish com algo que aparecia ser o Peck. A garota saltou logo para cima da Oddish a abraçando e protegendo do ataque, sofrendo todas aquelas bicadas dolorosas. A criatura azulada ficou emocionada com aquele gesto, mas, ao mesmo tempo, triste por não ter sabido se proteger. – Ergh, isto doeu. Squirtle, Pidgey, venham cá, me ajudem. – disse, chamando os seus dois companheiros, enquanto sofria com os sofrimentos do Peck, ainda no chão. – Squirtle e Pidgey, temos que ajudar os Oddish que estão a ser atacados por aqueles Spearow. Squirtle, use o seu Water Gun e procure atingir algum. Pidgey, use Gust e empurre-os para perto do lago. – ordenou. Os seus pokémons não se mostraram reticentes quanto à desvantagem numérica, tendo, numa questão de segundos, atacado a atingido as aves, que pareciam agora estar focadas em derrotar os pokémons da treinadora. – Bom trabalho. Voltem a repetir os mesmos ataques, tentem aproximá-los do lago. – a garota repetia as ordens e parecia ter um plano que envolvia o lago. Os seus pokémons não hesitaram a cumprir as ordens, mas só logo após serem atingidos por várias bicadas dos três Spearow, que pareciam estar a divertir-se com toda aquela confusão. – Merda, assim não vai ser fácil. – pronunciou Sora sobre a situação. – Repitam. – insistiu no mesmo plano. Mais uma vez, os seus pokémons voltaram a repetir os golpes, mas sem sucesso desta vez, os Spearow conseguiram-se desviar e ripostar com vários golpes de um Fury Attack. As coisas se repetiram dessa forma várias vezes, ou Pidgey e Squirtle eram atingidos com Peck após falharem os seus ataques ou eram atingidos com Fury Attack após falharem os seus golpes. Mais uma vez, Sora decidiu intervir, protegendo os seus pokémons de, possivelmente, o último golpe que eles aguentariam, um conjunto de bicadas dos Spearows. Após este conjunto de ataques, Sora caiu no chão, sagrando dos braços e com alguns arranhões na cara. Nada fundo, mas doloroso. Um dos Spearows ia voltar a atacar a menina e os outros dois os pokémons dela, que estavam junto a ela, a averiguar sobre o seu estado. Oddish saltou para a frente deles, irritada e sentindo-se inútil por não poder fazer nada, agitou as gramas na sua cabeça e soltou um pó na direção dos Spearows que fez com que eles ficassem sonolentos e acabassem por cair desmaiados no chão. Tinha sido, sem dúvida, um bom momento para saber o Sleep Powder. – Eu estou bem, obrigada. Acho que só preciso de passar um pouco de água, mas primeiro vamos mandá-los para longe. Squirtle, use Water Gun. Pidgey, use Gust. – ordenou de forma sofrida, pois estava a sofrer um pouco com as dores. Os seus guerreiros cumpriram as ordens, tirando os Spearow do local. Eles não voltariam ali tão cedo certamente, isso daria tempo para que todos os Oddish pudessem aprender a usar Sleep Powder e colocar as aves ferozes sempre a dormir.

Em alguns minutos, e com todos os Oddish a colaborar, limparam o local, fazendo com que a harmonia e paz voltassem a ser estabelecidas. Sem dúvida era um prazer viver ali. Sora estava com algumas dificuldades, acabando por chegar cambaleando ao lago onde podia ver o seu reflexo na água de tão límpida que era. Era não estava em bom estado, o cabelo todo desengonçado, tinha a cara suja, com um pequeno corte junto ao canto exterior do olho que derramava sangue como se fossem lágrimas. O outro lado da sua cara estava inchado, nada que não se tratasse. Os braços vermelhos, com alguns cortes e feridas maiores, e outras tantas nas pernas. Talvez fosse uma boa ideia banhar-se ali, naquele pequeno lago que formava um círculo, dentro de uma clareira rodeada de árvores altas e que davam um certo brilho ao local. Parecia ser ali que todos os Oddish se concentravam, pois era possível ver essas criaturas por todo o lado. Em ramagens das árvores descansando ou alimentando-se das bagas que apanhavam, no chão, correndo uns atrás dos outros enquanto brincavam. Porém, um Oddish um pouco maior que os outros parecia reuni-los a todos. Do seu lado direito, a Oddish que tinha guiado Sora até ali. Aquele parecia ser o líder e todos o seguiam, enquanto este se aproximavam de Sora e dos seus pokémons, que ajudavam a sua treinador a cuidar das feridas na água. O líder das criaturas azuladas estava a falar pelo grupo todo, transmitindo o agradecimento de todos pelos atos heróicos dela, pois graças a ela não tinha perdido a sua casa. Sora demorou alguns segundos até conseguir perceber por completo o que queriam, mas com a ajuda de Squirtle entendeu e soltou um sorriso lindo, corando. Os seus olhos fecharam com um sorriso tão sincero e genuíno. – Fiquei feliz por ajudar. – falou.

Era fim do dia e Sora ainda tinha um longo caminho a percorrer. Já se sentia melhor, então decidiu despedir-se dos Oddish e voltar ao caminho, retornando Squirtle e Pidgey para as respectivas esferas. Voltou a caminhar por entre o verde da floresta, passando pela grama alta, arbustos densos, árvores cujas raízes saíam do solo e tornavam o mesmo irregular.

O silêncio do dia começava a aparecer, pois o som dos pokémons começava a diminuir, pois estava na hora de voltarem para as suas casas e se esconderem de pokémons nocturnos, que pudessem tentar atacar. Sora já sentia a presença de algo atrás dela há algum tempo, inclusive já tinha olhado várias vezes para trás, mas nunca viu nada, então seguiu caminhando. Contudo, o barulho podia ser ouvido melhor agora e podia-se perceber que era de algo pequeno, que caminhava devagar, pois devia ter pernas curtas. A garota fingiu estar distraída, mas, numa questão de milésimos de segundo, se virou para trás, descobrindo o que a estava a seguir. Era a pequena Oddish que já a vinha a seguir desde que ela tinha saído da clareira. – O que estás aqui a fazer, Oddish? – perguntou ela, se agachando com os joelhos dobrados perante a pequena criatura. A criatura gramínea tentou explicar, pronunciando lentamente e calmamente o nome da sua espécie várias vezes consecutivas. – Espera, quer vir comigo, é isso? – a garota ainda não entendia muito bem a linguagem pokémon, mas pôde perceber pela forma como a criatura se expressava. A resposta foi óbvia. Começou a saltitar com um pequeno sorriso na sua cara e movendo a cabeça de cima para baixo várias vezes. Parecia não poder esperar mais por esse momento. – Fico feliz por saber. – disse Sora, sorrindo para a criatura que estava na sua frente e fazendo um movimento com o seu braço de forma a pegar uma pokébola. Colocou o seu cotovelo pousado na sua perna e segurava a esfera absorvente bem na frente da pokémon azulada, que não parecia relutante com a sua decisão, tendo saltado de imediato e batendo com a sua cabeça no centro da esfera, abrindo a pokébola e deixando-se levar. O objecto esférico acabou por saltar da mão de Sora e aterrar no chão, oscilando apenas duas vezes e declarando a captura. A garota tinha agora um novo amigo consigo, no caso, uma nova amiga.

A jovem treinadora não podia perder mais tempo, a noite caía depressa e parecia ficar mais escuro a cada segundo. Optou então por correr um bocadinho, ela tinha que chegar à cidade de Viridian o quanto antes, pois não queria passar a noite sozinha na floresta. Com passadas pequenas e rápidas, iniciou então a sua corrida, acompanhada pelo balançar do seu cabelo loiro de um lado para o outro, sendo levado para trás, pois elas estava a correr contra o vento. O seu vestido fazia o movimento do seu cabelo, mas subindo um pouco, até meio da coxa. Ela devia começar a tomar cuidado, pois o vestido podia começar a subir demasiado na parte de trás e mostrar algo que não seria necessário, apesar de que não devia a ver ninguém na floresta aquela hora.

Ao fim de uns minutos correndo, já habituada ao ritmo, algo que se podia ver pela respiração e ritmo cardíaco, acabou por chocar em algo e cair no chão. Era a segunda vez naquele dia que ela caía no chão por chocar com algo.
- Você devia ter mais cuidado. – ouviu-se então uma voz que não parecia muito satisfeita, mas era de alguém que tinha ficado em pé, mesmo que tivesse soltado um pequeno som após o choque.
- É, eu sei, me desculpe. – desculpou-se a garota, sem se aperceber bem com quem tinha chocado. Só após se levantar e sacudir, é que a garota olhou para a pessoa com quem tinha chocado. Viu-a já seguindo o seu caminho, caminhando com as duas mãos segurando a cabeça. Contudo, aquela vestimenta não lhe era estranha. O gorro e o casaco vermelho, o cabelo verde, as jeans cinza escuro. Era o garoto que tinha chocado com ela à saída do laboratório. – Ei, espere. Você foi o idiota que chocou comigo à saída do laboratório do prof. Oak. – comentou, indignada, enquanto corria para a frente do jovem, para impedir que ele prosseguisse.
- Hm? Não sei do que está falando. – respondeu com um ar suspeito, parecia não querer lembrar-se desse episódio em que foi pouco ético e mal educado.
- É, é você mesmo. Eu tenho a certeza, não finja que não se lembra, idiota. Nem pediu desculpa. – jogou então na cara do jovem. Ela parecia estar guardando isso para quando o voltasse a encontrar.
- É, sou eu. Me desculpa por aquilo lá, eu estava com pressa e continuo estando, portanto saia da frente, preciso encontrar um local para acampar. – contou, desviando-se de Sora, batendo com o ombro dele na garota que não gostou, mais uma vez, da atitude.
- Seu nome é Tyson, não é? Então fique sabendo que você é um idiota estúpido, Tyson. – insultou, voltando então para trás, pegando nas suas coisas, que tinha caído quando ocorreu o embate.
- Ao menos não perdi tempo e fiquei para trás, aposto que você está bem fraca e destreinada. Quantos pokémons tem? – falou e perguntou, com ironia, arrogância, superioridade e sarcasmo. Prosseguiu a sua caminhada, sem sequer aguardando a resposta da garota, que fiquei furiosa com a resposta e começou a correr para, mais uma vez, impedir o jovem de prosseguir.
- O que você disse? Quer batalhar é? – perguntou a garota, furiosa.
- Só batalho com quem possa aprender alguma coisa. Para além disso, estou com pressa. – respondeu, ainda com sarcasmo e arrogância.
- Claro, pressa, sempre a pressa. Você está com medo de perder para uma garota. – comentou a garota, falando para o ar, tentando ser tão sarcástica quanto o garoto.
- Como disse? Vamos lá batalhar então, tenho a certeza que acabarei isto rápido. – alegou. – Weedle, venha aqui. – disse, lançando uma pokébola com um pokémon desconhecido até então para Sora, que apontou a pokédex de imediato, para procurar saber mais. Era um pokémon do tipo insecto e veneno, conhecido com Weedle, uma minha amarelada que continha um pequeno chifre com veneno na cabeça. Ela devia tomar cuidado com aquele chifre.
- Um pokémon do tipo insecto? Interessante. Acho que tenho uma amiga que gostará disso. Pidgey, vem cá. – disse, lançando a pokébola da sua pequena ave, que após sair da pokébola, elevou-se logo aos céus com um bater das asas. Ambos os treinadores pareciam estar prontos para o embate, olhando-se nos olhos e esperando que algum desse as ordens.

Respostas aos comentários:

@L Mars escreveu:Boa fanfic e um bom começo. Para alem disso tem um bom tamanho, nao sendo longa demais para uma pessoa se enjoar a ler.
Tenho pena de nao ter terminado ou com o 1º treinador a fechar o capítulo (visto que foi ele que o inicio) ou com o treinador que esta em falta a fazer uma rapida aparição, apenas para deixar um suspense no ar.  

Quanto a "erros" e dicas, apenas te recomendo a sempre que mudares de "cena" (passar de um local interior para exterior, mudança de personagem, mudança de dia) deixes um espaço entre os parágrafos.  Serve para o leitor fazer uma pequena pausa e poder perceber automaticamente a mudança de cena.
Ja agora corrige o nome dos treinadores da sinopse que dos tres nomes so a Sora esta correto

Manda mais :D

Antes de mais, quero te agradecer por teres lido a fic. Não estava a contar. Com todo o respeito, sei que és ocupado e que tens muita coisa para fazer, então esperava mesmo isso. Fiquei feliz quando vi o teu comentário aqui.
Bom, agora respondendo ao teu comentário. Agradeço também por teres comentado, seja bom ou mau, eu gosto que as pessoas comentem. Apontaste o que estava bem e o que estava mal, gostei dessa divisão. Quanto ao treinador a fechar o capítulo, achei que talvez fosse um bocadinho demais para o primeiro capítulo, isso sobrecarregá-lo de acontecimentos. Afinal, estava errado.
Apliquei o espaço entre os parágrafos, vê-se está melhor. Não coloquei apenas em mudança de cena, mas sempre que fazia um parágrafo que não começasse com uma fala. E quanto aos nomes dos treinadores na sinopse, já corrigi, mas acho que foste induzido em erro, são apenas dois treinadores e, futuramente, um outro vai aparecer. Está para breve, mas esse tem outra bagagem *cofcof*.

@Sorano escreveu:
Concordo com tudo o que o Mars disse, então não vou repetir. Citarei então o que senti enquanto lia: durante o momento da narração em que você descrevia os personagens (pra ser mais específica, a Sora) eu realmente fui capaz de imagina-la e torna-la real dentro da cena que estava sendo projetada ali. Porém, senti falta disso no decorrer da história, não dizendo que a história está corrida, mas por vezes que senti falta de uma descrição do cenário que tudo estava ocorrendo.

Enfim, isso foi o único ponto que tenho para fazer uma crítica, fora isso adorei o episódio. Apesar de estar bem comum como o primeiro contato com o pokémon e a captura, creio que isso preservou a ideia do que é Pokémon. Mais uma coisa: adorei o nome da personagem feminina, parece com o nome de uma pessoa maravilhosa que eu tive a honra de conhecer  chegay

O que respondi ao Mars, serve para você também então. Procurei descrever mais as coisas, por vezes evito isso para não ser repetitivo e para não estar sempre a repetir as mesmas palavras, mesmo que procure evitar isso, às vezes não sei mais quais usar.
Quanto à ideia do clichê do primeiro contacto com o pokémon e a captura, bom, eu procurei não usar tantos clichezinhos como tinha escrito antes, pois antes colocava três personagens seguindo jornada juntos, colocava o burro do Ash e o idiota do Gary. Enfim. Quanto ao nome, foi inspirada no seu mesmo, queriduxa e.e


Última edição por Etical Gamer em Ter Mar 21, 2017 3:25 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Travelling through Kanto

Mensagem por Sorano em Ter Mar 21, 2017 12:13 am

Eu entendo o que tenha me dito. De fato é bem difícil achar várias palavras pra falar de uma coisa, eu já fiquei muito tempo presa nisso enquanto escrevia na minha rota ou quando fazia narrações.
Mas isso não vem ao caso.

Quanto ao texto: SIIIIIIIIIIIIIM! Ele estava muito bom, não tenho o que reclamar, eu estava com preguiça de ler (não tenho vergonha de falar), porém a organização da história me fazia sentir vontade de ler.

Quanto aos personagens, achei interessante você não apresentar uma "ficha" deles, arrisco dizer que você está desenvolvendo a personalidade deles conforme a situação está se alterando, o que é bom, representa realmente como humanos são em suas vidas.
Consigo imaginar eu mesma numa situação de raiva quando alguém é sarcástico comigo (eu já teria xingado ele e a décima terceira geração), então, estou gostando da Sora. Veremos o que acharei de Tyson nos próximos episódios
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Re: Travelling through Kanto

Mensagem por Gust F. em Ter Mar 21, 2017 4:23 am

Muito graaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaande D:.

Eu curti os dois primeiros capítulos, o desenvolvimento das histórias parece que vai fluir de um jeito legal, só espero estar realmente certo e-e. Seria bacana também aparecer outros pokémon de outras regiões, porque já ficou bem claro em Pokémon HeartGold e SoulSilver que não existe só Pokémon de Kanto em Kanto, existem pokémon de Johto, Hoenn e Sinnoh JÁ CONFIRMADOS. Portanto seria legal sim aparecer de repente um Mantyke, Mareep, Duskull, Vikavolt fodão, Litwick e afins, eu não vou desistir de vê-los por ai :c.

Eu espero que você não desista dessa fanfic como desistiu da primeira, e espero mais ainda que você se afaste o máximo possível dos clichês do mundo pokémon. PELO AMOR DE DEUS FAZ ESSA MENINA GANHAR A LIGA PORQUE EU JÁ NÃO AGUENTO MAIS VER UM TREINADOR HÁ 7 GERAÇÕES TENTANDO GANHAR UMA LIGA, obrigado. No mais, a fanfic está boa sim, a escrita está legal, só realmente achei que está um tantinho grande, mas acho que é porque eu sou preguiçoso mesmo -q.


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Re: Travelling through Kanto

Mensagem por Etical Gamer em Ter Mar 21, 2017 3:32 pm

O segundo encontro entre Sora e Tyson acabou por tornar-se em uma batalha. Eles não pareciam gostar muito um do outro, então talvez assim pudessem resolver as coisas. Ambos já tinham escolhido os seus pokémons, do lado de Sora, a sua ave, Pidgey. Do outro lado, um pokémon que a garota acabava de conhecer, Weedle, um minhoca que parecia inofensiva. O impasse entre os dois estava estabelecido, nenhum queria avançar primeiro, então ficaram segundos a encararem-se, enquanto os seus companheiros esperavam as ordens.
- Eu costumo ser cavalheiro e deixar as senhoras avançar primeiro, mas você não parece estar disposta. – falou Tyson, começando a criar uma rivalidade entre os dois. Podia até ser bom, se fosse saudável. – Muito bem, vamos provar que ter vantagem no tipo não signfica nada. Comece com Poison Sting. – comandou Tyson, querendo injectar algum veneno no corpo de Pidgey.
- Enfim. – disse a garota suspirando à primeira fase de Tyson, tendo quase de seguida dado as ordens ao seu pokémon. – Pidgey, use o Gust para evitar o ataque. – comandou.
Os pokémons pareciam estar dispostos a assumir os mesmos sentimentos que os treinadores, criando uma rivalidade entre eles mesmos. Weedle foi quem avançou primeiro, tal como o seu treinador com as ordens. O chifre na cabeça da minhoca começou a brilhar e esta saltou na direção da Pidgey, tentando acertá-la e injectar algum veneno no seu corpo, do qual podia tirar vantagem. Contudo, era difícil acertar golpes físicos num pokémon voador, então a ave apenas bateu as suas asas intensamente, criando uma corrente de ar que atingiu Weedle e a jogou contra o chão. A minhoca sofreu alguns ferimentos, ainda para mais sendo fraca contra aquele tipo de movimento, mas conseguiu aguentar o golpe.
- Bom trabalho, Pidgey. Atinja Weedle com Quick Attack, desta vez. – comunicou as novas ordens, esperando que voltassem a ser um sucesso.
- Você teve sorte com o Gust, quero ver agora. Weedle, use o String Shot no ramo da árvore acima de você e depois deixe-se cair com o seu Poison Sting. – deu as ordens, deixando a sua adversário surpreendida com a estratégia que usou para contra-atacar, não era uma má ideia, por sinal.
A estratégia de Tyson consistia em ficar à espera e atacar no último momento, podia correr bem, só era preciso que Weedle conseguisse esperar tempo suficiente. Pidgey iniciou o movimento, como seria de esperar. Num voo rápido e alto, ganhou lanço, tendo descido a grande velocidade e com um voo raso, tentou atingir Weedle com um impacto. A minhoca soube esperar pelo momento certo, tendo lançado a sua teia quando a Pidgey iniciou o voo raso e quanto esta estava próxima, elevou-se na teia esquivando do ataque. Soltou-se logo após, quando a Pidgey estava por baixo de si. Colocou-se de cabeça para baixo, subindo o veneno ao seu chifre e fazendo brilhar, acertando em cheio na corpórea da sua adversária, injectando algum veneno no corpo da mesma. A ave começou a ficar um pouco agitada com a situação, sentindo o veneno a percorrer por todo o seu corpo, tendo uma coloração avermelhada começado a surgir nos seus olhos.
- Merda, temos que acabar com isto depressa, Pidgey. – conclui Sora, que pareceu problema os problemas em que estava metida. – Avance com Gust. – ordenou um pouco receosa.
- Viu? Eu disse que a vantagem não servia de nada. – comentou de forma arrogante. – Weedle, use o String Shot para a árvore a direita de forma a evitar a corrente de vento. Contorne a árvore e lance-se para cima da Pidgey com Poison Sting. – comandou, esperando que este fosse o golpe final.
Pidgey estava mal, começava a sentir os efeitos do veneno. Levou algum dele do choque em si, mais o dano do veneno estava a tornar as possibilidades de vitória escassas. A ave elevou-se um pouco, começou a bater as asas intensamente e até criou uma pequena corrente de vento à qual Weedle desviou facilmente, lançando a sua teia do String Shot para a árvore e indo logo após. Pidgey não aguentou muito tempo no ar, daí não ter conseguido um golpe mais forte. A minhoca contornou a árvore com a teia fosse um baloiço, mas na horizontal, descrevendo um movimento entre os 270 e 300º. Soltou-se da teia e, mais uma vez, concentrou toda a sua força no seu chifre, agredindo a Pidgey novamente que acabou por não aguentar a técnica novamente. Ficou inconsciente e Weedle voltou para junto do seu treinador, orgulhoso do seu sucesso no combate.
- Pidgey, estás bem? – perguntou Sora, enquanto corria na direção da sua pokémon para tentar acudi-la.
- Eu disse que você era fraca e que a vantagem no tipo não significa nada. Aconselho-a a levá-la ao centro pokémon. – falou, mais uma vez em tom de superioridade. – Ugh, que perda de tempo. Vamos, Weedle. – disse, mais uma vez, mostrando a sua arrogância, retornando o seu Weedle para a pokébola. Voltava a retomar a sua marcha, à procura de um local para acampar e passar a noite.

- Me desculpe, Pidgey. – disse, retornando a sua ave para a pokébola. As lágrimas vieram aos olhos da garota, que começavam a derramar-se. Ela sentia-se por sua falta de competência, a sua sensação de tristeza profunda podia desmotivá-la por completo de continuar a sua jornada pokémon. Contudo, de forma independente, o seu primeiro pokémon, Squirtle, libertou-se da pokébola para tentar reconfortar a sua treinadora. Foi possível ouvir vários Squirtles e ver a tartaruga a saltar várias vezes para limpar as lágrimas de menina. O pokémon aquático colocou-se até atrás da menina para a ajudar a levantar, enquanto ela se lamentava e se chamava de inútil.
O primeiro companheiro da treinadora percebeu que aquilo tudo não estava a adiantar de nada, então voltou para a frente da treinadora e começou a fazer algumas palhaçadas, que acabaram por a fazer rir.
- Talvez você tenha razão, Squirtle. Eu preciso seguir em frente, não posso desmotivar por perder uma batalha, isto tem que ser uma motivação para melhorar. – falou, parecendo começar a alegrar-se. Levantou-se, ajeitou os seus cabelos e limpou as suas lágrimas. – Pronto, Squirtle. Já estou melhor. Obrigada. – agradeceu, recebendo um sorriso e um Squirtle como resposta. – Então, vamos, Squirtle? – perguntou, retomando a caminhada rumo a Viridian, que já podia ver ao longe. Mais um pouco e, certamente, ela estaria lá.

Caminharam por cerca de vinte e cinco minutos, até que chegaram à entrada da cidade. Viridian era mais evoluída que Pallet, tanto a nível populacional como arquitectónicos, os caminhos de terra não existiam mais, aparecendo as estradas e passeios, assim como o nível de casas aumentava. Sora adentrava pela cidade que era muito bonita à noite, as luzes das casas iluminavam as estradas, assim como as luzes de alguns candeeiros, tornando possível ver a vegetação que decorava as casas e as ruas.
Após uns cinco minutos de caminhada, apareceu à frente do centro pokémon. Um enorme centro pokémon, parecendo quase um estádio de futebol, mas fechado por cima, com algo que parecia parte de uma semi-esfera, talvez o desenho da parte de cima da pokébola. Isso não interessava muito, eram nove horas da noite e Sora estava cansada, entrando pelas portas electrónicas que abriam sozinhas com o Squirtle a seu lado. Aproximou-se do balcão, mas ninguém estava lá. Havia uma pequena campainha junto a um computador, na qual ela não hesitou tocar.
Passado uns segundos, uma bela enfermeira apareceu junto com uma pokémon rosada. A enfermeira tinha cabelo cor-de-rosa, com algo que pareciam ser caracóis. Tinha olhos rosa também, assim como um vestido ao qual estava tapada com algumas vestes normais de uma enfermeira, que têm até um sinal de adição vermelho. A pokémon era também rosa e tinha a forma oval e curiosamente tinha uma bolsa com um ovo. Tinha também algo saindo da sua cabeça, que não eram orelhas, nem cabelos, não fazendo muito bem ideia do que aquilo podia ser.
- Boa noite, enfermeira Joy. Gostaria de passar a noite por aqui e que cuidasse dos meus pokémons. – cumprimentou e pediu.
- Sim, com certeza. Tem algumas camas ali dentro e pode deixar os seus pokémons comigo. – respondeu.
- Muito obrigada. – agradeceu sorrindo. – Squirtle, até amanhã. – disse, retornando a sua tartaruga para a pokébola e a colocando num tabuleiro com a pokébola da Oddish e da Pidgey. Então a jovem se dirigiu para os quartos, onde não parecia estar mais ninguém. Tinha oito camas lá e dois beliches. Uma janela ao fundo coberta com cortinas brancas e que pareciam ser electrónicas também. Certamente chegando a uma hora, elas começavam a abrir sozinhas. Isso não importava, a garota estava tão cansada que optou por escolher a cama mais longe da janela e que tinha um beliche que cobria parte da janela, então certamente como alguma da claridade que surgiria pela manhã. Ela se deitou, virando-se para o lado da parede que era logo ao lado, visto a cama estar encostada. Não tardou a adormecer e a demonstrar o seu cansaço com roncares altos.

Eram nove da manhã quando as cortinas do quarto começavam a abrir-se sozinhas e a deixar a claridade entrar. Não foi a claridade que acordou a garota, mas sim o barulho das cortinas abrindo. Levantou o seu tronco, ficando sentada na cama, com os cobertores cobrindo apenas as pernas. O seu cabelo estava todo despenteado, parecendo uma bruxa, nada que um banho e um pente não resolvessem. Assim foi, levantou-se, tomou um banho rápido, se aprontou e foi para o refeitório para tomar o café da manhã, uma torranda e um copo de leite. Isso chegaria até a hora de almoço, mas ela levava uma maçã para comer durante a manhã.
Dirigiu-se então para a frente do centro pokémon então, onde tinha o balcão e onde poderia encontrar a enfermeira Joy. Como seria de esperar, lá estava ela com a sua pokémon ao lado. Na noite anterior, a garota estava tão cansada que nem se tinha lembrado de usar a sua pokédex para saber mais sobre o pokémon rosado. Contudo, desta vez, ela não se esqueceu, pegando de imediato a máquina avermelhada e apontado para a pokémon.
- Uma Chansey, interessante. – comentou. – Bom, bom dia, enfermeira Joy. Como estão os meus pokémons? – perguntou.
- Os seus pokémons estão em forma após uma noite de descanso e de algum tratamento, parecem bem felizes. – respondeu a enfermeira, entregando as pokébolas para a garota num tabuleiro, assim como ela tinha entregado.
- Obrigada, enfermeira. Sabe me dizer se há algum tipo de local aqui onde os treinadores se reúnem e acontecem batalhas pokémon? – perguntou, curiosa. A garota precisava de treinar um pouco, pois a batalha no primeiro ginásio aproximava-se.
- Há sim. Aqui atrás do centro pokémon, tem um jardim onde os treinadores batalham. Acho que está a ocorrer uma batalha agora, porque não vai ver? – orientou a enfermeira, enquanto mexia no computador e analisava algumas fichas de treinadores.
- Sim, irei. Mais uma vez, muito obrigada, enfermeira. – agradeceu a garota, se dirigindo para fora do centro para procurar os jardins.

Após contornar o grande centro caminhando por cerca de dois minutos, pôde ver os jardins e uma batalha acontecendo. Ela estava a uns dez metros da batalha, ainda se aproximando, mas um dos combatentes parecia ser um garoto que ela já conhecia e não gostava muito, Tyson.
- O Tyson já por aqui? E batalhando de novo? – questionou-se, enquanto se aproximava da batalha para ver com quem ele batalhava. Tyson estava a usar o pokémon que tinha pego no laboratório do professor Oak, o Bulbasaur e lutando contra um que também foi possível ver no laboratório, o lagarto alaranjado conhecido como Charmander. O treinador com quem ele lutava tinha um estilo único, possuindo rastas no cabelo que davam pelos ombros e uma fita verde que as mantinham caídas para trás. Uma t-shirt verde com uma pokébola desenhada no centro, um lenço laranja daqueles que fazem um formato triangular após serem colocados no pescoço. Uns calções bejes, meias brancas, acima do tornozelo que se esticadas tapariam a perna toda e uns tênis também verdes, com sola e uma parte branca na frente da sapatilha. Era um jovem bem elegante e charmoso.
A batalha acabou cerca de um minuto depois da garota chegar, com o Charmander lançando um Flamethrower e colocando o Bulbasaur inconsciente.
- Merda, você venceu. Retorne Bulbasaur. – disse, retornando o seu Bulbasaur para a pokébola.
- É, você perdeu mesmo, parece que vai continuar sem saber o meu nome. Regresse, Charmander, bom trabalho. – respondeu, retornando e elogia a prestação de Charmander, guardando a pokébola do mesmo na cintura. Após isso, começou a caminhar para o local de onde Sora tinha vindo, parecia que já tinha um rumo.
- Ei, onde você pegou esse Charmander? – perguntou Sora, curiosa, ela queria saber se ele tinha sido o terceiro treinador a aparecer no laboratório do professor Oak.
O garoto caminhando com uma pose descontraída, com as mãos por trás da cabeça, nem parou para responder a Sora, mas também ainda estava a passar por ela e conseguiu responder olhando para ela.
- Por aí. – respondeu. Por sinal, não era muito simpático e social. Ele podia apenas não confiar nas pessoas, mas o que interessava? Possivelmente a garota nunca mais o ia ver.
Enquanto Sora observava o rapaz do Charmander indo, Tyson se aproximava da Sora e parecia não estar muito contente com o combate.
- Aquele garoto derrotou os meus dois pokémons apenas com o Charmander. – contou.
- Você tem um pokémon do tipo insecto e outro do tipo grama, ambos fracos contra o tipo fogo, não seria difícil, não acha? – perguntou a garota, surpreendida por ver que tinha encontrado Tyson e os dois não tinham chocado.
- É, talvez você tenha razão. – concordou, mas não podia deixar de soltar um sorriso arrogante e voltar a falar. – E como você está depois da batalha de ontem? Já percebeu que é fraca ou precisa que prove de novo? – comentou com sarcasmo.
- É, talvez eu precise que prove de novo. Mas espera, como você vai fazer isso? Acabou de perder os seus dois pokémons apenas para um. – respondeu ao mesmo nível, com sarcasmo e ironia. Virando as costas e seguindo o seu caminho, pois estava farta daquele garoto.
- Ai é? Então espere um pouco que eu já te derroto de novo. – disse ele, gritando, tentando fazer com que a garota parasse.
- Não, tenho que chegar em Pewter logo, não posso perder o meu tempo com você. – respondeu, mais uma vez, com sarcasmo e arrogância, ignorando totalmente o garoto e rumando à saída norte da cidade de Viridian, que lhe daria acesso à floresta de Viridian, onde podia encontrar muitos bons pokémons de diferentes espécies. Ela estava pronta para retomar a sua aventura e rumar a Pewter para tentar vencer a sua primeira insígnia.

Respostas aos comentários:
@Sorano escreveu:
Eu entendo o que tenha me dito. De fato é bem difícil achar várias palavras pra falar de uma coisa, eu já fiquei muito tempo presa nisso enquanto escrevia na minha rota ou quando fazia narrações.
Mas isso não vem ao caso.

Quanto ao texto: SIIIIIIIIIIIIIM! Ele estava muito bom, não tenho o que reclamar, eu estava com preguiça de ler (não tenho vergonha de falar), porém a organização da história me fazia sentir vontade de ler.

Quanto aos personagens, achei interessante você não apresentar uma "ficha" deles, arrisco dizer que você está desenvolvendo a personalidade deles conforme a situação está se alterando, o que é bom, representa realmente como humanos são em suas vidas.
Consigo imaginar eu mesma numa situação de raiva quando alguém é sarcástico comigo (eu já teria xingado ele e a décima terceira geração), então, estou gostando da Sora. Veremos o que acharei de Tyson nos próximos episódios

Agradeço pelo comentário e pelos elogios. Vou tentar melhorar ainda mais.

@Gust F. escreveu:Muito graaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaande D:.

Eu curti os dois primeiros capítulos, o desenvolvimento das histórias parece que vai fluir de um jeito legal, só espero estar realmente certo e-e. Seria bacana também aparecer outros pokémon de outras regiões, porque já ficou bem claro em Pokémon HeartGold e SoulSilver que não existe só Pokémon de Kanto em Kanto, existem pokémon de Johto, Hoenn e Sinnoh JÁ CONFIRMADOS. Portanto seria legal sim aparecer de repente um Mantyke, Mareep, Duskull, Vikavolt fodão, Litwick e afins, eu não vou desistir de vê-los por ai :c.

Eu espero que você não desista dessa fanfic como desistiu da primeira, e espero mais ainda que você se afaste o máximo possível dos clichês do mundo pokémon. PELO AMOR DE DEUS FAZ ESSA MENINA GANHAR A LIGA PORQUE EU JÁ NÃO AGUENTO MAIS VER UM TREINADOR HÁ 7 GERAÇÕES TENTANDO GANHAR UMA LIGA, obrigado. No mais, a fanfic está boa sim, a escrita está legal, só realmente achei que está um tantinho grande, mas acho que é porque eu sou preguiçoso mesmo -q.

Você é que é preguiçoso mesmo -q.
Quanto aos pokémons de outras regiões aparecerem aqui, bom, é uma questão a ponderar, mas posso garantir que não surgirão como selvagens. Podem surgir em outros treinadores que vêm de outras regiões e assim fazem querer os personagens viajar para outras regiões após terminarem cada região.
E sobre ela ganhar a Liga, bom, continue a ler e veremos com ganha. Vai ser o random.org quem vai decidir. -q


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Re: Travelling through Kanto

Mensagem por Etical Gamer em Qua Mar 22, 2017 11:03 pm

Um dia de sol intenso, sem vento, só de estar parado ao sol, já se transpirava. Sora tinha acabado de entrar na Viridian Forest, tinha parado para almoçar e estava a caminhar à cerca de dois minutos e já estava a soar. O calor era tanto que estressava uma pessoa até, pois mesmo que ela andasse nua, ela teria calor.
- Ai que calor, acho que vou chamar o Squirtle para me refrescar um pouco. – disse, realmente a ponderar em chamar a sua tartaruga para que esta a molhasse, contudo ela podia aguentar mais um pouco.
Caminhou por mais um pouco, até que, por fim, não aguentou mais. Achou uma enorme árvore que criava uma sombra. Por baixa dela, alguma grama e rochas. Certamente ela podia parar por ali um pouco, até ficar mais fresca.

Esteve, por alguns minutos, sentada, quase deitada, naquela sombra, onde era o único sítio onde podia sentir alguma brisa fresca que a faziam sentir bem melhor, até que, levantou um pouco a cabeça e reparou que, do outro lado, numa sombra mais pequena, estava também uma pequena criatura esverdiada deitada. Parecia ser uma larva e parecia estar bem relaxada a descansar. Sora não hesitou em retirar a sua pokédex e apontá-la para a pequena larva, que parecia bem descontraída.
- Uma Caterpie, podia ser uma companheira interessante. – comentou, contudo quano voltou a observar a larva tinha disperto. O som da pokédex tinha acordado a criatura e a afastado, pois pensava que a treinadora ia tentar capturá-la. – Espere, Caterpie. – disse, correndo atrás da larva, visto que esta não era muito rápida e deixava o rasto.
Não precisou correr muito, apenas alguns segundos até chegar a um lugar lindo. Era uma clareira, com uma árvore no centro. Era possível ver várias Caterpies, nas árvores que rodeava a clareira e a formava, no chão, enfim, Caterpies podiam ser vistas por todo o lado ali. Por todo o tronco da árvore, junto às raízes que saíssem do subsolo, entre outros locais na árvore central, era possível ver um pokémon verde escuro, parecia um casulo ou uma carapaça. Novamente, a jovem Sora não hesitou em usar a sua pokédex para descobrir que pokémon era aquele.
- A evolução da Caterpie, um Metapod. – falou ela, enquanto ouvia a pokédex e continuava a apreciar aquele harmonioso local, que ainda tinha mais um pokémon lindo para ela descobrir. Eram borboletas azuladas, com asas de dois formatos diferentes, provavelmente diferiam entre machos e fêmeas. Estavam no ar, nas ramagens das árvores se alimentando de folhas e bagas, enfim, não havia sítio algum onde não houvesse Caterpie, Metapod, ou essa borboleta que Sora não tardou a apontar a pokédex para.
- Que lindos. Butterfree são pokémons lindos e maravilhosos. – comentou. Desde que a Sora chegou, aquela zona parecia ter ficado mais agitada. As Caterpie afastaram-se e Butterfree pousaram nas ramagens das árvores junto a ela, provavelmente com medo que ela tentasse capturar algo. A garota percebeu isso e não tardou a afastar-se. – Eu não vos vou fazer mal, percebo porque gostam deste local e que gostam de viver aqui. Foi um prazer conhecer-vos. – falou a garota, afastando-se do local receosa e voltando a tomar o seu rumo rumo à cidade de Pewter. Ela até que desejava uma Butterfree, mas não podia apanhar uma ali, pois teria que as vencer a todas primeiro.

Caminhou entre os arbustos que lhe arranhavam os braços com os espinhos, afastando as ramagens das árvores que estavam caídas de forma a abrir caminho. Enfim, não tardou até estar de regresso. Aquela floresta era conhecida por ter alguma diversidade de pokémons e, novamente, a garota podia confirmar isso. Quando voltava para o caminho de antes, pôde ver um pequeno pokémon amarelado com algumas listras castanhas nas costas e uma cauda em forma de trovão. Ele estava sobre as quatro patas e parecia ter um rumo, mas acabou por se virar por ter sentindo a presença de alguém. Quando se virou, foi possível ver dois círculos vermelhos, um em cada bochecha e uma parte preta nas suas orelhas. Parecia um pequeno rato eléctrico.
- Que pokémon é este? – perguntou-se, enquanto apontou a pokédex para o mesmo e esse se mantinha a olhar para ela. – É um Pikachu, que coisinha tão fofa. – conclui. – Vou apanhar-te. Oddish vem cá ajudar-me. – disse, lançando a pokébola do seu pokémon do tipo grama. Pikachu voltou a colocar-se sobre as quatro patas, numa posição de combate, parecia estar pronto para o que podia acontecer. – Oddish, comece com Growth. – comandou.
Outro combate com um pokémon selvagem começava na vida de Sora, mas não era ela quem começava primeiro. O rato eléctrico, que estava a cerca de três metros de Oddish, iniciou uma corrida rápido, acabando por bater em Oddish. Certamente tinha sido o Quick Attack, mas o combate ainda estava no início e o pokémon azulado podia levar com muitos daqueles. Oddish obedecia às ordens da sua treinadora, tendo, ilusoriamente, aumentado o seu tamanho, mas apenas aumento o seu poder ofensivo a curta, média e longa distância.
- Isso, Oddish, repita. Aguente com os danos mais uma vez. – comandou, parecia ter algum tipo de estratégia. Pikachu voltou a atacar primeiro, tendo desta vez apenas usado a sua cauda, fazendo alguns movimentos com ele que eram o suficiente para baixar a defesa de Oddish. Para contrariar um pouco isso, Oddish voltava a usar Growth e aumentar os seus status ofensivos. Isso não lhe valia de nada se não atacasse e o Pikachu não esperou por novas ordens da sua adversária e usar um Quick Attack, voltando a atingir Oddish e, desta vez, causando mais algum dano.
- Oddish, aguente. Vamos atacar agora, use Absorb. – ordenou a sua treinadora e aquele movimento seria ainda mais forte do que o esperado, devido aos Growth utilizados antes. Pikachu já iniciava novamente a sua corrida rápida - Sora perguntava-se se aquele era o único movimento ofensivo que ele conhecia, mas tinha reparado antes na pokédex que não -, mas não chegou perto de Oddish, visto que este lançou algo que parecia ser uma raíz que saía da grama na sua cabeça e rodeava o corpo de Pikachu, absorvendo alguma da energia vital do mesmo, recuperando assim parte dos danos que o rato eléctrico lhe tinha feito. Pikachu decidiu que tinha que atacar quando se viu solto das raízes, acabando por usar Thunderschock e atingir Oddish, causando algum dano.
- Oddish, tente se esquivar dos ataques, isso é sempre bom. Use Sleep Powder e quer consiga adormecê-lo, quer não, use Acid. – comandou a garota, esperando que isto fosse o suficiente para finalizar o combate. Pikachu, mais uma vez, procurava atingir Oddish com mais um Quick Attack, mas Oddish saltou, esquivando-se do ataque e Pikachu ter ficado por baixo dele foi ótimo, pois acabou por soltar o pó sonorífero por cima dele, fazendo com que ele caísse adormecido. A gramónea aterrou a cerca de um metro dele, voltando a saltar e cuspia então um ácido arroxeado para cima do Pikachu que acabava por bater nele e jogando-o uns metros para trás, deixando-o inconsciente. – Bom trabalho, Oddish. Agora é o momento, vai pokébola. – disse, lançando a esfera para cima do Pikachu, que, mal batia no rato eléctrico, abria-se e o absorvia através de um raio vermelho. Caiu no chão, oscilando algumas vez, apenas por alguns segundos, mas declarando a captura com sucesso.
- Consegui! Capturei um Pikachu! – disse entusiasmada, dando um salto de alegria. Logo após, aproximou-se da pokébola, dirigindo-lhe algumas palavras. – Espero que possamos ser grandes amigos, meu pequeno rato. – falou, sorrindo para a pokébola. Guardou-a junto das outras e voltou para perto de Oddish, passando-lhe a mão na cabeça e agradecendo-lhe pela prestação. Não tardou a fazê-lo regressar para a pokébola, queria tomar o seu rumo rapidamente. Regressou então à sua caminhada, rumo ao seu objectivo, que a cada passo estava mais perto.

Já tinha sido um dia com bons acontecimentos para Sora, tinha conhecido a espécie Caterpie e a sua cadeia evolutiva, tinha conhecido e capturado um Pikachu, qualquer treinador ficar satisfeito por isso em apenas um dia, mas ainda havia mais. Sora decidiu fazer uma pausa para comer alguma coisa e procurar algum lugar dentro da floresta onde, talvez, pudesse encontrar algum ou alguns pokémons, ou um bom espaço para treinar. Ela, realmente, ia à procura disso, mas acabou por encontrar algo que não esperava, o garoto de antes, que tinha visto a batalhar com o Tyson, o rapaz das roupas verdes com a fita verde que segurava as suas rastas, para que estas não viessem para a frente. Parecia estar perdido, algo que nunca devia acontecer com um treinador. Sora decidiu aproximar-se dele, para ver se ele estava realmente perdido e se podia ajudá-lo.
- Olá, és o treinador que eu vi a batalhar com o Tyson em Viridian, não és? – perguntou com algum receio de ter sido grosseira.
- Olá, sou sim. – respondeu, sem emoção, com a mesma cara séria com que tinha passado por ela na cidade.
- Quando te vi ali atrás parecia que estava perdido. – disse, sem quer assumir isso e acabar por arranjar algum problema. – Posso-te ajudar com algo? – perguntou simpaticamente.
- Bom, sim, na verdade, eu estou perdido. Entrei pela floresta adentro a tentar segui um pokémon, mas ele acabou por ser mais rápido que eu. – explicou o rapaz cujo tudo ainda era desconhecido, excepto que a sua composição física e que tinha um Charmander.
- Eu sei o caminho, portanto acho que podemos ir juntos. – convidou Sora, sorrindo para o garoto.
- Agradeço o convite, mas eu gosto de viajar sozinho. – explicou, recusando.
- Qual o seu problema? Eu te ajudo a chegar em Pewter e cada um segue o seu caminho. Qual é o problema de caminhar umas horas acompanhado? – perguntou, tentando convencer o garoto a ir com ela.
- Talvez você tenha razão, acho que posso ir com você. – disse o garoto.
- Obrigada. – agradeceu suspirando por o garoto lhe ter dado razão. – Então, vamos? – perguntou, começando a fazer o percurso de volta de onde tinha vindo.
- Sim. – respondeu, indo logo atrás da garota.
Foram caminhando lado a lado, trocando algumas palavras, não muitas, o garoto não era muito conversador. Aliás, o seu jeito sério, sem emoção, era bem anti-social, mas também lhe dava um certo charme e sensualidade, pois era bem misterioso e isso conseguia cativar pessoas de ambos os sexos.
- Bom, já conversamos um pouco, então acho que já tenho confiança para te perguntar isto. Como é o seu nome? Eu me chamo Sora. – perguntou, revelando a sua identidade.
- Eu só falo o meu nome para treinadores que me vencem numa batalha. – respondeu, deixando Sora surpresa com a resposta e acabou por parar de caminhar mesmo. – Mas prazer em conhecê-la, Sora. E obrigado por me estar ajudando. – disse, sem sorrir, mas de um jeito simpático.
- Bom, não tem de quê. Mas qual é o problema do seu nome? Por que só fala o seu nome quando alguém o vence numa batalha? – perguntou Sora, curiosa com a forma de pensar no garoto.
- É uma questão de interesses. Assim as pessoas se manterão interessadas em mim, mesmo que seja por um motivo estúpido. E, para mim, tem uma coisa boa, sempre estou batalhando e treinando. – explicou o garoto. Sora achou aquilo muito convencido, mas decidiu não comentar nada com ele, visto que ela tinha acabado de o conhecer e ele ainda não lhe tinha dado motivos para ela ser grosseira.
- Então você e Tyson estavam batalhando só para que ele pudesse saber o seu nome? – perguntou a garota curiosa.
- Sim. -  afirmou o garoto.
- Isso soa ridículo, mas não me surpreende vindo do Tyson. – opinou, suspirando. Contudo, ela sentia-se tentada a batalha com o garoto e a tentar derrotá-lo numa batalha. – Bom, eu quero tentar. Mas, se eu te vencer, você responde a todas as perguntas que eu te fizer. Aceita? – desafiou a garota, daquele jeito típico das mulheres, mas que faz com que todos os homens se sintam desafiados.
- Sim, por que não? – concordou.
- Então, vamos. Squirtle, venha cá. – disse, lançando o seu primeiro companheiro para o campo de batalha, sendo que este se apresentava bem motivado para o combate.
- Um Squirtle? Vai ser interessante. Vem cá, amigo. – disse, chamando o seu companheiro para o campo de batalha. Um pequeno rato com um grande dente na parte frontal da sua boca. Possuía uma polugem azulada na parte de cima do seu corpo, olhos avermelhados, era bem mais pequeno que Squirtle.
Ambos os pokémons já se encaravam, esperando as ordens dos seus treinadores, da mesma forma que os meus leitores, esperarão pelo próximo capítulo.


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Re: Travelling through Kanto

Mensagem por Sorano em Qui Mar 23, 2017 1:11 am

Queria dizer que o capítulo anterior fez com que eu me apaixonasse mais ainda pela Sora, além de imaginar uma personalidade bem parecida com a sua no Squirtle (não sei se parou pra analisar, mas você parece ele, beijos). Além de me fazer ODIAR ESSE TYSON, QUEM ELE PENSA QUE É ? ESPERO QUE ELE PERCA NA PRIMEIRA RODADA DA LIGA E EXPLODA, A EQUIPE ROCKET ROUBE ALGO DELE.
O que posso dizer ? Esse episódio pareceu querer me ligar com os personagens (a ponto de odiar), então acho que você fez um ótimo trabalho.

Quanto ao segundo, o inicio do capítulo não tem muito que falar, um bom desenvolvimento de cenário e ações dos personagens com o espaço em si. Queria aproveita pra dizer que: o Oddish era totalmente apagado pra mim, talvez eu pegue um depois de ver como você descreveu a execução das habilidades dele.
Mais uma coisa: EU ME SENTI ENGANADA! IGUAL O MARS FAZ COMIGO, ME DEIXA CURIOSA NA MELHOR PARTE. Não odeio isso, assim fico ansiosa para o próximo, então... posta o mais rápido possível <3 ou então vou te incomodar até sair.
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Re: Travelling through Kanto

Mensagem por Gust F. em Sex Mar 24, 2017 9:42 am

Gostei bastante dos dois últimos capítulos e, como eu já imaginava (e você fez o favor de soltar esse mini spoiler e.e), o garoto sem nome voltou. Bom, os capítulos foram bem legais, infelizmente eu tive que ler o quarto pelo celular e isso prejudicou um pouco a experiência já que algumas palavras cortaram, mas de boa, depois eu releio esse capítulo, que ficou tão graaaaaaande D:.


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Re: Travelling through Kanto

Mensagem por Etical Gamer em Sex Mar 24, 2017 3:05 pm

A batalha entre os jovens estava prestes a começar. Os pokémons já se encontravam no campo de batalha, prontos para receberem as ordens. Do lado de Sora, a sua pequena tartaruga, Squirtle. Do lado do seu adversário cujo nome ainda era desconhecido, um pequeno rato com um grande dente à frente, uma pelugem azul na parte superior do seu corpo e olhos vermelhos. Um pokémon desconhecido para Sora até então.
- Que pokémon é este? – perguntou-se, usando a sua pokédex para obter mais informações. – Um Rattata, do tipo normal. Vai ser um combate equilibrado. Está pronto, Squirte? – perguntou, obtendo um Squirtle como resposta. – Comece com Water Gun. – comandou.
- Rattata, esquive-se, usando a sua velocidade e use o seu Tail Whip. – comandou o garoto de rastas.
O combate esta prestes a começar, Rattata tinha tempo para atacar primeiro, para decidiu jogar defensivamente, na espera. Squirtle não perdeu tempo, usando o seu Water Gun para atacar o rato, que se desviou facilmente da arma de água apenas com um pequeno salto. Aterrizou uns centímetros ao lado direito de onde estava antes, apenas movendo a sua cauda para cumprir as ordens dadas. Foi o suficiente para baixar a defesa do Squirtle, Sora podia ter alguns problemas agora.
- O seu Rattata é rápido. – elogiou.
- É, nós não ficamos só a treinar técnicas. – explicou. – Repita, Rattata. – comandou, esperando que, mais uma vez, o seu pokémon conseguia esquivar-se com sucesso.
- Squirtle, use Water Gun novamente. Esteja pronto para atingi-lo caso ele se esquive. – comandou.
As ordens eram as mesmas, talvez mais aperfeiçoadas, mas nada mudou. Squirtle foi quem avançou primeiro, novamente, voltando a usar a sua arma de água para tentar atingir Rattata. O pequeno rato voltou a saltar para se esquivar, mas não foi o suficiente. A tartatuga voltou a mirar e acabou por acertar no rato que acabou por aterrar depois de levar o dano do movimento. Contudo, a criatura de quatro patas ainda estava pronta para usar o seu movimento, voltando a usar Tail Whip e a reduzir mais um pouco a defesa de Squirtle.
- Bom trabalho, agora use Focus Energy. – comandou o garoto. Era um movimento arriscado, pois o rato teria que estar concentrado e não ficar se desviando de outros movimentos.
- Squirtle, vamos usar Tackle desta vez. – ordenou Sora.
Estava a ser um bom combate até, a coisa mais chata era o rapaz não estar atacando e isso estava a consumir Sora por dentro, pois não estava a perceber a estratégia de combate dele. A falta de experiência era o principal motivo para ela não perceber. Os pokémons começaram então a cumprir as ordens. O Rattata desenvolveu uma pequena aura avermelhada à sua volta, parecia estar bastante concentrado enquanto via Squirtle a correr até si e a investi-lo com força. Rattata apenas foi arrastado um pouco para trás, sem perder a sua posição sobre as quatro patas nem a concentração. Ele parecia estar muito bem treinado.
- Squirtle, use Water Gun com toda a força, isso deve chegar para finalizar o combate. – comandou.
- Rattata, está na altura de terminarmos, use Hyper Fang. – ordenou, surpreendendo Sora. Hyper Fang era uma técnica que apenas meia dúzia de pokémons conseguiam aprender e era uma técnica muito boa para um pokémon saber no início da jornada e o garoto estava a tirar partido dela.
Rattata iniciou uma corrida rápida em ziguezague na direção de Squirtle que tentou várias vezes atingir o seu oponente várias vezes com a sua arma de água, mas sem sucesso. Por fim, já a cerca de meio metro de Squirtle, Rattata saltou na direção da tartaruga, mordendo-a com o seu longo dente no qual tinha concentrado bastante força e energia. Foi o suficiente para acabar com o combate, um golpe crítico, a defesa reduzida de Squirtle e o poderio da técnica tinham sido usados de forma estratégica, acabando assim com o combate.
- Bom trabalho, Rattata. – disse o garoto, aproximando-se do seu pokémon e acariciando-o como forma de agradecimento.
- Eu perdi outra vez. – disse Sora, triste, com algumas lágrimas nos olhos, mas já um pouco habituada à ideia. Retornou a sua tartaruga e suspirou de desilusão.
- Não desmotive, Sora. Continue a treinar, o seu Squirtle vai se tornar um pokémon bem forte conforme foram aprendendo algumas técnicas novas. Cabe-lhe a si ajudá-lo nisso. – aconselhou o jovem, reconfortando-a.
- Sim, talvez. – concordou, voltando a suspirar. – Obrigada pelo combate, aprendi muito. – reconheceu. – Bem, vamos continuar? – perguntou a garota, que ia continuar sem saber nada sobre o garoto que viajava com ela apenas por ter perdido o combate.
- Sim, vamos. – respondeu o garoto, tomando a iniciativa de começar a caminhar primeiro.

Voltaram então à sua caminhada rumo à cidade de Pewter, procurando não fugirem muito daquilo nas poucas vezes em que pararam para descansar um pouco. Conversaram muito sobre pokémons, batalhas, entre coisas relacionadas com isso, Sora aprendeu muito sobre, pois o garoto deu-lhe muitos conselhos para ela poder melhorar. Inclusive, quando paravam, o jovem a ajudava a treinar um pouco os seus pokémons, pois ela poderia melhorar bastante e precisava de estar pronta para a primeira batalha no ginásio.
Caminharam por quase duas horas, eram já quatro horas da tarde e eles nem sequer sabiam se faltava muito ou não para chegar. Bom, eles não conseguiam ver a cidade ainda, então podiam presumir que sim. Acabaram por chegaram a um trilho que se dividia em dois caminhos, um para a direita e outro para a esquerda, e nenhum deles faziam ideia de onde cada um levava. Optaram por seguir o da direita, pois ambos concordaram com isso. Se não fosse, voltariam para trás e seguiriam o outro caminho.
Andaram mais um pouco até chegarem a algum sítio. Um sítio nada agradável, por sinal. Era um trilho com árvores dos lados, porém, não eram apenas árvores, todas elas tinham um gênero de casulo amarelado lá, agarrado a elas.
- Que pokémon é esse? – perguntou de imediato Sora, apontando a sua pokédex.
- Nós temos que sair daqui e rápido. – informou o garoto.
- Por que? É apenas um Kakuna, a evolução da Weedle. – comentou.
- Sim, agora me fale daqueles ali. – disse, apontando para o ar, onde era possível ver imensos pokémons no ar, iguais, pareciam abelhas, devido ao seus espigões e pareciam muito chateadas, talvez por terem sido acordadas pela pokédex. Os dois começaram a correr de volta para o outro caminho, enquanto a garota escutava a pokédex a falar daquela espécie.
- Não gosto de abelhas, não gosto de Beedrill. – falou a garota, enquanto corria assustada.
- Não conseguiremos fugir delas se não as atacarmos. Charmander, vem cá, parceiro. – falou o jovem de roupas verdes, trazendo para perto de si o seu lagarto alaranjado. – Use Flamethrower e tente atingir o maior número de Beedrill possível. ¬– comandou o garoto ao seu pokémon.
- Vou-te ajudar. Pidgey, Oddish, venham cá. – lançou então o seu pokémon voador e a sua ave, tendo já uma estratégia em mente. – Pidgey, pegue na Oddish e sobrevoe todas as Beedrill. Oddish, use o seu Sleep Powder para cima de todas elas de forma a fazer com que todas elas caiam dormindo. – ordenou.
Todos os pokémons cumpriam as ordens respectivas. Charmander ia usando o seu Flamethrower para manter os insectos longe, enquanto Pidgey levantava Oddish e os dois sobrevoavam as Beedrill, com o pokémon gramíneo a deixar cair algum pó de sono, que fazia as abelhas caírem no chão a dormir.
- Acho que é suficiente, mas elas não vão dormir muito tempo, portanto vamos. Retornem. – comentou, retornando Oddish e Pidgey para as respectivas pokébolas.
- Sim, bom trabalho. Volte, Charmander. – concordou, enquanto voltou a correr em direção ao outro caminho.

Os dois jovens correram tanto que em apenas dois ou três minutos chegaram no trilho que se dividia em dois, desta vez indo para o outro caminho que tinham visto antes, mas que tinham optado, erradamente, por não seguir. Agora, já mais descansados, puderam parar de correr e seguir a sua jornada.
- Hoje sinto que o dia já foi produtivo. – comentou o garoto, tentando criar algum tipo de conversa.
- Sim, estou exausta. Quero chegar logo em Pewter, ir para o centro pokémon e dormir por lá. – disse.
- Eu mal chegue em Pewter vou directo ao ginásio. – falou, podendo sentir-se algum entusiasmo na forma como o garoto dizia aquilo.
- Enfim, depois de tudo, acha que me pode dizer o seu nome? – decidiu tentar novamente, apesar de não estar muito esperançosa quanto à resposta.
- Koya. Mas, por agora, não digo mais nada sobre mim. – afirmou.
- Muito prazer, Koya, e tudo bem, ter conseguido saber o seu nome já foi uma vitória. – falou, com um sorriso, enquanto caminhava e olhava para o céu.
Caminharam por mais um tempo, bateram as cinco horas da tarde quando puderam ver a cidade ao longe e a entrada na parte sul da rota dois. Isso significava que estavam perto, mas nenhum deles sabia quanto mais tempo faltava. No momento em que passaram a indicação da entrada na rota dois, foram bloqueados por um garoto com cerca de oito anos.
- Vocês aí, não podem passar. O meu nome é Colt e só deixo passar treinadores que me vençam numa batalha em dupla. – apresentou-se Colt.
- Batalha em dupla? – perguntou a garota, de forma ignorante e inocente.
- Uma batalha em dupla é uma batalha igual à normal, só que comandando dois pokémons ao mesmo tempo no campo de batalha. – explicou Koya.
- Entendo. – disse a garota.
- E então? Vão lutar ou não? – pressionou Colt. – Como você são dois, deixo que cada um de vocês use um pokémon, enquanto eu uso dois. – desafiou.
- Por mim tudo bem, e por você, Sora? – perguntou Koya, ansioso por essa batalha.
- Tudo bem. – concordou.
- Então vamos lá. Sílvia e John, venham cá. – disse o garoto Colt, lançando duas pokébolas para o ar que deixavam sair um pokémon lilás e outro azul ciano.
- Ele deu nome aos pokémos? Sério? – falou a garota.
- Sim, e são dois pokémons do tipo veneno, Nidoran Macho e Nidoran Fêmea. – apresentou então os adversários, enquanto a garota usava a sua pokédex para mais informações.
- Muito bem, Charmander, venha cá. – falou Koya, lançando o seu lagarto de fogo para o campo de batalha.
- Oddish, conto consigo, minha querida. – lançou Sora a sua Oddish, uma ótima escolha, visto que não podia ser envenenada pelos Nidorans.
- John, Scratch no Charmander. Sílvia, Scratch na Oddish. – disse Colt, dando as ordens.
- Charmander, mantenha a distância, use Flamethrower. – comandou Koya.
- Oddish, esquive-se e use Sleep Powder. Vamos tornar o combate mais fácil. – expôs a sua estratégia então.
Os Nidorans foram os primeiros a avançar, através de uma corrida rápida e saltando para cima de cada um dos pokémons quando estava perto o suficiente deles, contudo não tiveram sucesso nos seus ataques. Charmander esperou o máximo que conseguiu e quando o Nidoran Macho estava perto dele, usou o seu Flamethrower e voltou a mandá-lo para onde ele veio. Quanto à fêmea Nidoran, Oddish saltou para trás no momento em que ia ser atacada, e lançou o seu pó sonorífero para a pokémon venenosa, fazendo com que ela ficasse a dormir logo ali.
- Vai ser uma batalha fácil. – comentou Koya.
- Espero que sim. Oddish, use Growth e logo após Absorb na azul. – comandou.
- Charmander, volte a usar Flamethrower no lilás. Vamos deixar a princesa dormir. – ordenou.
- Sílvia, acorde depressa. John, use Double Kick no Charmander. – ordenou novamente.
Mais uma vez, o garoto Colt não teve sucesso. Ele não eram muito bom em batalhas, isso notava-se bem. O Nidoran Macho bem tentou atingir Charmander novamente, mas o mesmo voltou a aconteceu, o Flamethrower jogou-o para longe. Enquanto tudo isso acontecia, Oddish usava Growth e aumentava os seus status ofensivas. Logo após, ligava uma raíz ao corpo da Nidoran e absorvia alguma da sua energia, fazendo alguns danos na pokémon que continuava a dormir. As coisas não pareciam bem para Colt.
- As coisas não estão a correr bem, não contava com esse Sleep Powder. – comentou Colt.
- O problema não foi o Sleep Powder. Os seus pokémons agem de forma precipitada e é por isso que são sempre atingidos. – explicou Koya.
- Você é muito convencido, mas eu vou acabar com você. John, use Double Kick no lagarto. – comandou Colt.
- Charmander, termine com ele, Flamethrower. – comandou com convicção, mas de um jeito descontraído.
- Oddish, ataque novamente a Nidoran com Absorb. – ordenou.
O combate prosseguiu então, com o Nidoran Macho a tentar atacar Charmander, mas, mais uma vez, sem sucesso, Charmander acabou com aquele Nidoran atingindo com mais um Flamethrower que o jogou para longe e fez com que ele caísse inconsciente no chão. Do outro lado do campo, Oddish lançava novamente a raíz, que envolvia o corpo da Nidoran adormecida e sugava mais um pouco a energia vital dela, o suficiente para que o combate acabasse.
- Eu perdi outra vez, raios. Eu tenho mesmo que melhorar ou as pessoas vão estar sempre entrando. Retornem. – disse, retornando os seus Nidorans para as respectivas pokébolas, saindo do local, afastando-se por entre os arbustos e as árvores.
Os dois companheiros voltaram então ao seu caminho, vendo Pewter ao fim da descida, estavam muito próximos e a vontade de combater no ginásio começou a surgir.
- Finalmente, Pewter… - Comentou a garota, suspirando.

Respostas aos comentários:

@Sorano escreveu:
Queria dizer que o capítulo anterior fez com que eu me apaixonasse mais ainda pela Sora, além de imaginar uma personalidade bem parecida com a sua no Squirtle (não sei se parou pra analisar, mas você parece ele, beijos). Além de me fazer ODIAR ESSE TYSON, QUEM ELE PENSA QUE É ? ESPERO QUE ELE PERCA NA PRIMEIRA RODADA DA LIGA E EXPLODA, A EQUIPE ROCKET ROUBE ALGO DELE.
O que posso dizer ? Esse episódio pareceu querer me ligar com os personagens (a ponto de odiar), então acho que você fez um ótimo trabalho.

Quanto ao segundo, o inicio do capítulo não tem muito que falar, um bom desenvolvimento de cenário e ações dos personagens com o espaço em si. Queria aproveita pra dizer que: o Oddish era totalmente apagado pra mim, talvez eu pegue um depois de ver como você descreveu a execução das habilidades dele.
Mais uma coisa: EU ME SENTI ENGANADA! IGUAL O MARS FAZ COMIGO, ME DEIXA CURIOSA NA MELHOR PARTE. Não odeio isso, assim fico ansiosa para o próximo, então... posta o mais rápido possível <3 ou então vou te incomodar até sair.

Fico feliz que esteja aguentar e de saber que esteja a causar essa sensação em si, porque acho que isso é sempre bom ler e saber. Vou continuar a postar e a tentar melhorar cada capítulo um bocadinho mais, a minha motivação para continuar a fic é grande, mas não consigo mantê-la se não souber que tem gente lendo e gostando. Enfim, obrigado por ler e por comentar, espero que continue a ler, a comentar e a gostar.

@Gust F. escreveu:Gostei bastante dos dois últimos capítulos e, como eu já imaginava (e você fez o favor de soltar esse mini spoiler e.e), o garoto sem nome voltou. Bom, os capítulos foram bem legais, infelizmente eu tive que ler o quarto pelo celular e isso prejudicou um pouco a experiência já que algumas palavras cortaram, mas de boa, depois eu releio esse capítulo, que ficou tão graaaaaaande D:.

Se fiz mini spoiler, foi porque você estava atento e.e E eu você reler? Duvido, eu sei muito bem que não vai reler e não está assim tão grande, todos têm cerca de 2000 palavras, a que escrevia antes na outra conta havia alguns com o triplo, então não está assim tão grande e.e
Mas enfim, obrigado por ler e comentar, espero que continue.


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Re: Travelling through Kanto

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